segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A primeira aventura...


Olá família e amigos. Finalmente consegui achar um tempo para poder registrar nossa viagem. Desde a nossa chegada à Irlanda, mal tive tempo para poder abrir o notebook.

Também tive problemas com a internet aqui, pois, para a minha surpresa, a casa de família onde estou não tem internet, e o meu celular que eu trouxe do Brasil não consegue pegar o 3G daqui. Ou seja, estou com acesso bem limitado à internet.

Só sei que emoção é o que não faltará nesse primeiro post feito de fora do Brasil, pois realmente já passamos por muita coisa. E justamente por já termos passado por tudo isso é q eu irei quebrar minha narrativa por capítulos, para que assim eu mesmo não me perca na historia. rs


Capitulo I – Embarque

Eu já não tinha tempo para mais nada. Se eu tivesse pego tudo, então ótimo, caso contrário, bem feito. Rsrs esse era o meu sentimento quando eu, finalmente, fechei minha mala para a tão sonhada viagem. Ainda dei uma rápida olhada pelo meu quarto para ver se não tinha ficado nada por lá, talvez algo que eu use todos os dias e não havia me lembrado, e que talvez fizesse falta na minha rotina por aqui. Mas felizmente não achei nada, o que significava que eu realmente havia pego tudo. Malas fechadas, então bora para o aeroporto Eita dor de barriga.

A ida para o aeroporto foi bem tranquila, tirando o fato de que pegamos muito transito, mas ainda assim conseguimos chegar com bastante tempo no aeroporto e fazer o despacho das malas Deveríamos ter pego uma fila enorme para poder fazer o check-in, mas por sorte eu já havia feito o check-in online, o que fez com que tivéssemos o direito de pegar uma outra fila que simplesmente não tinha ninguém rsrs.

Depois de ter despachado as malas, estava na hora de aproveitar um pouco a família. E foi o que fizemos, ficamos um pouco com a galera que foi nos ver no aeroporto, o que foi muito bom, pois nesse momento a vontade de ir no banheiro estava ficando cada vez maior rsrs, e a companhia dos familiares estava nos distraindo. Mas infelizmente essa companhia não durou muito tempo, e já logo tivemos que embarcar. Hora de dar beijinho em todos e iniciar de vez essa aventura.

Não vou negar que eu não tenha chorado um pouco, mas isso é tudo culpa da minha irmã Natália, que acabou me dizendo palavras que realmente entraram no psicológico rsrs mas tudo bem, um pouco de sentimento é sempre bom. Beijos longos, abraços apertados, ombros molhados por lágrimas, últimos conselhos dados ao pé do ouvido e pronto, está na hora de descobrir o que há por de trás da porta de EMBARQUE INTERNACIONAL oba, já vou direto para o free shop.


Isso sim me impressionou. Eu não imaginava que por trás daquela portinha de embarque já tivesse tanta burocracia rsrs Assim que a gente entra já tem uma área com diversas esteiras, scanners e detectores de metal. Para passar por um eu tive que tirar o notebook da mochila, colocar tudo o que estava no bolso dentro de uma bandeja, tirar o cinto e, por fim, ficar sem o meu tênis ele tinha molas de ferro, o que fazia o detector apitar. Beleza. Já posso ir para o free shop??

A resposta era não. Eu ainda teria que passar por outra fila, bem demorada por sinal, para que eles possam verificar nossos passaportes. Tudo bem, já verificaram nossos documentos, agora posso ir para o tal do free shop?

Simm, a resposta era sim. Mas tinha algo que eu não imaginava que fosse acontecer, a área de embarque para voos internacionais é simplesmente giganteee. São lojas e mais lojas espalhadas para tudo quanto é lado. Uauu, me senti muito rico embora eu não tivesse dinheiro para comprar nada daquilo. Hora de irmos para o avião.

Capitulo II – O Avião.

Foi ao colocar o pé dentro do avião que eu tive o meu primeiro choque de consciência de tudo o que estava acontecendo. Todas as aeromoças falavam em inglês, o que me fez perceber que agora não tinha mais volta, o jeito era improvisar no inglês rs mas eu acho que nessa parte até que me dei bem.



O avião me impressionou bastante, era muito grande, mas imaginei que fosse maior rs Estava bem lotado também.

Achei tudo muito interessante, cada poltrona tinha uma televisão particular na qual você podia assistir ao filme que quisesse – sim, podia escolher a língua que você desejava assistir ao filme. Nessa televisão tinha também joguinhos que você podia jogar com pessoas do seu lado – Ganhei da Ju em um joguinho tosco lá rs.

O espaço entre as poltronas também não era muito ruim não, claro que não era uma primeira classe, mas também não fiquei tão apertado assim.

Ahh, sem contar que cada um ganhou um travesseirinho pequeno em uma mantinha para se cobrir – Não preciso nem citar que a Ju roubou a minha mantinha no meio da noite né??




Capitulo III – As refeições

Logo que decolamos as aerovelhas – sim, as chamo de aerovelhas pois de moça elas não tinham nada – nos entregaram uns pistaches que tinham cheiro de salgadinho pingo d’ouro, e que eram realmente muito gostosos. Ponto para companhia aérea, eles começaram bem, vamos ver o resto né.

Não muito tempo depois - acho que umas duas horas depois, mas nem sentimos essas horas, pois no avião até o tempo voava kkkkkkkkkk (Ok, estou ciente de que esse trocadinho foi ridículo) - veio uma aerovelha perguntando para todo mundo: “Chicken or pasta?” (Frango ou Macarrão?). Olhei para Ju, ela olhou para mim de volta, resolvemos cada um pedir um. Eu fiquei com o frango, que era composto por arroz e pedaços de frango cozido. Na bandeja também vinha uma saladinha – que fui obrigado a comer tudo – e uma Torta de limão de sobremesa.

A Ju acabou ficando com o macarrão, que era composto apenas por macarrão e molho vermelho. Na bandeja dela também vinha a saladinha e a torta de limão.




Hora de experimentar e definir o grau de satisfação:

Salada: Estava bem fresquinha, até que deu para comer de boas.
Frango: Eu achei bem gostoso, embora a Ju tenha dito que estava sem gosto.
Macarrão: Ainda bem q eu escolhi frango rs. A Ju experimentou o frango e o macarrão e ainda assim preferiu ficar com o macarrão. Mas eu não consegui comer aquele macarrão não, estava terrível.
Torta de Limão: Estava horrível, sem gosto nenhum. Senti muita saudade da torta da minha tia rsrs.

No meio da noite as aerovelhas passaram distribuindo sorvete e um copinho de agua que vieram muito a calhar, pois eu estava com a boca seca e bastante sede.

Por enquanto a comida mais gostosa tinha sido os pistaches que eles deram no começo do voo rsrs e olha q e não gosto de pistache!!

Eu estava bem assustado quando começaram a servir café da manha. Fiquei com bastante medo do que poderia vir rs E realmente o que veio me assustou bastante. Era um omelete retangular, que tinha gosto de qualquer coisa, menos de ovo. Junto do omelete tinha batata cortada em cubinhos, que também não tinha mto gosto de batata não. Veio junto também uma salada de frutas, que foi o que salvou o café da manha - embora eu tenha comido o meu omelete e a maior parte do omelete da ju – Sim, eu sofri as consequências disso mais tarde.
Para acompanhar tudo isso, tinha um pãozinho duro!!




Capitulo IV – Tentando dormir

Como eu havia dito cada um tem sua própria televisão, permitindo que cada um escolhesse seu próprio filme. Eu acabei assistindo ao John Carter – Entre dois mundos, mas devido a minha capacidade de pegar no sono rápido, levei o voo inteiro para assistir a esse filme, pois eu cochilava o tempo todo rs.

Embora eu tenha essa facilidade em dormir, ter um sono gostoso no avião foi uma tarefa bem difícil, quase impossível eu diria, pois a cabeça fica caindo para os lados. Logo, fica a dica ai para quem fará uma viagem longa, vale muito a pena comprar aquelas almofadinhas que envolvem o pescoço, acredito que dessa forma o sono será mais tranquilo.

No final das contas, dormimos pouquíssimo, ainda mais que a diferença é de 4h para mais com relação ao Brasil, ou seja, amanheceu 4 horas mais cedo.

Capitulo V – Amsterdam

O pouso em Amsterdam foi bem tranquilo. Antes de descer ainda conseguimos tirar uma foto na cabine do piloto rs.



Saindo da área de embarque, teríamos 1 hora e meia para pegar o próximo voo, e foi ai que nossos problemas começaram.


O aeroporto de Amsterdã é muito bonito. Tem uma porção de loja chique e com preços até que chamativos. Logo, não poupamos esforços em ficar andando entre as lojas para ir ver as coisas, o que fez com que perdêssemos a noção do tempo. Quando fomos ver, faltavam apenas 15 minutos para o nosso voo para Dublin. Fomos bem rápido em direção ao nosso portão de embarque, mas não contávamos que o aeroporto fosse tão grande. Demoramos muito para chegar na área de embarque, e ai o resultado disso não poderia ter sido diferente, PERDEMOS O AVIÃO para Dublin.


Depois de ter levado uma leve bronca do guardinha do aeroporto, ele nos orientou a ir procurar o balcão para fazer a transferência das nossas passagens, e ai que começou a dor de cabeça...

Não sei se foi porque eu estava meio chateado por ter perdido o vôo ou se é porque a pronuncia dos Holandeses é bem complicada, mas comecei a ter dificuldades em entender o que eles estavam falando, e isso começou a me deixar um pouco estressado. Eu estava fora do meu país, com um mega problema em minhas mãos e não conseguia entender o que estavam falando comigo. Se você acha que isso já é o suficiente para você sentir vontade de voltar para casa, então espere só para saber do resto.

Fomos ao balcão do transfer e demos entrada em uma nova passagem e levamos mais uma bronquinha da mulher que estava atendendo a gente - acho que o pessoal lá não gosta mto de que percamos o voo - tivemos que pagar a quantia de 222 Euros para emitir as duas novas passagens, e isso me ferrou um pouco, pois eu tinha apenas 260 euros em minha carteira, e não tinha pego ainda a senha do meu cartão.

Então vamos refazer os cálculos: Longe de casa, sem entender as pessoas e sem dinheiro.

Depois de pegar novas passagens, resolvemos já ir direto para o portão de embarque e ficar lá sentados bonitinhos esperando pela hora do nosso voo. Precisávamos também ligar para a empresa que eu havia contratado para ir buscar a gente no aeroporto e avisar que iriamos nos atrasar. Por sorte o meu chip da Tim funcionava na Holanda - E aparentemente funciona em toda Europa - e isso facilitou um pouco as coisas. Consegui entrar em contato com o motorista, e depois de sofrer muito consegui entender que ele não iria poder buscar a gente e que não teria nenhum outro motorista a nossa disposição. Ou seja, estávamos por conta.

Longe de casa, sem entender as pessoas, sem dinheiro e sem transporte para casa de familia.

Mesmo assim não podíamos desanimar, aos poucos tentaríamos dar um jeito nisso tudo.

Para embarcar para Dublin tive mais uma vez que tirar tudo do bolso, tirar o notebook da mochila, jaqueta, moedas, cinto e o tênis. Depois disso foi tranquio, conseguimos embarcar no voo para Dublin, mas já estávamos bem esgotados, toda essa mudança de planos tinha acabado conosco.




Capitulo VI – Dublin

O voo até a cidade de Dublin, na Irlanda, foi até que rápido, ainda mais que por estarmos cansados, dormimos a maior parte do tempo.

Ao desembarcar em Dublin teríamos que passar pela imigração, e dai ir poderíamos pegar as malas. Por algum motivo o cara da imigração não foi muito com a minha cara e ficou fazendo uma porção de perguntas para mim, e ainda por cima me mandou encostar em um quadro para tirar uma foto de mim. Eu não estava nem cinco minutos no país e já havia sido fichado rs.

Depois de toda essa burocracia fomos pegar as malas, e adivinha só....

... pois é, elas não estavam lá. NOSSA MALAS HAVIAM SIDO EXTRAVIADAS.

Longe de casa, sem entender as pessoas, sem dinheiro, sem transporte para casa de família e sem as nossas malas.

Sério ... eu sei que eu havia comentado com algumas pessoas que eu gostaria de passar alguns perrengues fora do país, para talvez aprender a me virar melhor. Mas é sério: Não precisava ser tanto perrengue assim, e nem tudo tão rápido assim.

Bom, lá fomos nós tentar resolver o extravio de nossas malas.

Conversamos no balcão da companhia aérea, preenchemos um formulário, descrevemos nossas malas, demos três pulinhos, fizemos o sinal da cruz e aguardamos as orientações da mulher, que foram: “Tem mais dois voos vindo de amsterdã para Dublin, pode ser que a sua mala chegue em algum desses voos. Caso chegue, ela será enviada para a sua residência em Dublin amanha (Sexta) por volta das 10 horas da manha.”

Não tínhamos muito que fazer, o jeito era apenas esperar. Tínhamos a opção de ir embora – de taxi, pois já havíamos perdido o transfer, lembra?? – e tínhamos a opção de talvez esperar pelo próximo voo e ver se nossas malas vieram nele. Optamos pela segunda opção, pois no dia seguinte (sexta), pela manha, iriamos para Londres e o voo seria as 6 da manha, ou seja, sairíamos da casa bem antes de as malas POSSIVELMENTE chegarem.

Ficamos um tempo sentados no aeroporto. Aproveitei para comprar alguma coisa para comermos e o resultado disso não foi nada bom. Compramos um salgadinho, mas não vimos o sabor: SAL & VINAGRE.

MÉÉÉÉÉÉUUUUUU DÉÉÉÉÉÉÉÉUUUUUUZZZZZZ que troço horroroso.

Sério, chega, eu não aguentava mais me ferrar fora do país hahaha para mim já tinha dado a conta, ou as coisas começavam a dar certo ou eu iria dar um de louco e sair chutando tudo rsrs

Podemos dizer que não foi necessário eu sair chutando tudo, pois ao menos conseguimos recuperar a senha do meu cartão e com isso já conseguimos sacar algum dinheiro.

Depois de um pouco de estresse eu também consegui entrar na área de bagagens e ver se nossa bagagem já havia chego no outro voo, mas infelizmente não havia chego, realmente estávamos apenas com as bagagens de mão e nada mais.

Cansados de toda essa correria, resolvemos pegar um taxi e ir para a casa de família. O taxista era bem legal, tinha um inglês até que fácil de entender o que fez eu me animar um pouco.


OBS:  Não, o taxista não era Irlandês rs

Capitulo VII – Chegando na casa de família

A nossa chegada na casa de família não poderia ter sido mais gratificante, estávamos muito cansados e tudo o que mais queríamos era algo mais parecido com um lar possível.

Não sei se era porque estávamos atrasados, mas ao chegarmos, a dona da casa não foi muito receptiva, ela já logo tratou de nos mostrar aonde era nosso quarto, como funcionava o chuveiro e disse que em 30 minutos o jantar seria servido, virou as costas e voltou para a cozinha.

Isso não fez muita diferença para nós, pois o que realmente queríamos era uma boa de uma cama para dormirmos, e isso a Ju tratou de achar rapidinho.




Não pretendo entrar em detalhes com relação à casa de família, pois este post já ficou extremamente enorme. E também porque eu pretendo fazer um outro post só falando da casa.

Logo mais escreverei sobre nossa aventura em Londres.

Um beijo repleto de saudade a todos os amigos e familiares.

Fi & Naju.

3 comentários:

  1. huaah Nada melhor que perder um vôo para quem quer aventura!

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  2. Aeroovelhas foi TERRÍVEL!!!!

    Estou no aguardo do capítulo VIII...
    bjs cheios de saudades

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  3. Cara, está muito legal seu post. Tanto que comecei a ler no trem, tinha um único ponto de bateria, e vim lendo, desci do trem, peguei o metrô, desembarquei, vim trombando com um monte de gente mas não parei de ler, até que a bateria acabou e tive que esperar chegar no escritório para terminar, rs...

    Ri muito com aerovelhas, a princípio achei que fosse porque parecessem ovelhas, depois entendi que é de velhas (idade), rs...

    Perder o vôo foi coisa de mestre heim. Eu ainda dei o conselho de irem andar pela cidade, mesmo não indo conseguiram essa proeza... huahuauhauhahu Antes tivessem ido. Queria a ver vcs dois sentados queitinhos na frente do portão para não perder de novo... huahuauhauhauh cena ilária

    Cara, que bela refeição no avião heim, mas salgadinho de Sal com Vinagre?!?!? Que pessoa em sã consciência come um negócio desse?? Isso deve ser usado para acordar pessoas desmaiadas...

    Espero que os demais dias na sua casa de família tenham sido mais calorosos que essa chegada, rs...

    Tudo muito legal, parabéns pelas emoções!!

    Abração!!

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