Olá
família e amigos. Finalmente consegui achar um tempo para poder registrar nossa
viagem. Desde a nossa chegada à Irlanda, mal tive tempo para poder abrir o
notebook.
Também
tive problemas com a internet aqui, pois, para a minha surpresa, a casa de
família onde estou não tem internet, e o meu celular que eu trouxe do Brasil
não consegue pegar o 3G daqui. Ou seja, estou com acesso bem limitado à
internet.
Só
sei que emoção é o que não faltará nesse primeiro post feito de fora do Brasil,
pois realmente já passamos por muita coisa. E justamente por já termos passado
por tudo isso é q eu irei quebrar minha narrativa por capítulos, para que assim
eu mesmo não me perca na historia. rs
Capitulo I – Embarque
Eu já não
tinha tempo para mais nada. Se eu tivesse pego tudo, então ótimo, caso
contrário, bem feito. Rsrs esse era o meu sentimento quando eu, finalmente,
fechei minha mala para a tão sonhada viagem. Ainda dei uma rápida olhada pelo
meu quarto para ver se não tinha ficado nada por lá, talvez algo que eu use
todos os dias e não havia me lembrado, e que talvez fizesse falta na minha
rotina por aqui. Mas felizmente não achei nada, o que significava que eu
realmente havia pego tudo. Malas fechadas, então bora para o aeroporto – Eita dor de barriga.
A ida para o
aeroporto foi bem tranquila, tirando o fato de que pegamos muito transito, mas
ainda assim conseguimos chegar com bastante tempo no aeroporto e fazer o
despacho das malas – Deveríamos
ter pego uma fila enorme para poder fazer o check-in, mas por sorte eu já havia
feito o check-in online, o que fez com que tivéssemos o direito de pegar uma
outra fila que simplesmente não tinha ninguém rsrs.
Depois de
ter despachado as malas, estava na hora de aproveitar um pouco a família. E foi
o que fizemos, ficamos um pouco com a galera que foi nos ver no aeroporto, o
que foi muito bom, pois nesse momento a vontade de ir no banheiro estava
ficando cada vez maior rsrs, e a companhia dos familiares estava nos
distraindo. Mas infelizmente essa companhia não durou muito tempo, e já logo
tivemos que embarcar. Hora de dar beijinho em todos e iniciar de vez essa
aventura.
Não vou
negar que eu não tenha chorado um pouco, mas isso é tudo culpa da minha irmã
Natália, que acabou me dizendo palavras que realmente entraram no psicológico
rsrs mas tudo bem, um pouco de sentimento é sempre bom. Beijos longos, abraços
apertados, ombros molhados por lágrimas, últimos conselhos dados ao pé do
ouvido e pronto, está na hora de descobrir o que há por de trás da porta de
EMBARQUE INTERNACIONAL – oba,
já vou direto para o free shop.
Isso sim me
impressionou. Eu não imaginava que por trás daquela portinha de embarque já
tivesse tanta burocracia rsrs Assim que a gente entra já tem uma área com
diversas esteiras, scanners e detectores de metal. Para passar por um eu tive
que tirar o notebook da mochila, colocar tudo o que estava no bolso dentro de
uma bandeja, tirar o cinto e, por fim, ficar sem o meu tênis – ele tinha molas de ferro, o que fazia
o detector apitar. Beleza. Já posso ir para o free shop??
A resposta
era não. Eu ainda teria que passar por outra fila, bem demorada por sinal, para
que eles possam verificar nossos passaportes. Tudo bem, já verificaram nossos
documentos, agora posso ir para o tal do free shop?
Simm, a
resposta era sim. Mas tinha algo que eu não imaginava que fosse acontecer, a
área de embarque para voos internacionais é simplesmente giganteee. São lojas e
mais lojas espalhadas para tudo quanto é lado. Uauu, me senti muito rico – embora eu não tivesse dinheiro para
comprar nada daquilo. Hora de irmos para o avião.
Capitulo II – O Avião.
Foi
ao colocar o pé dentro do avião que eu tive o meu primeiro choque de
consciência de tudo o que estava acontecendo. Todas as aeromoças falavam em
inglês, o que me fez perceber que agora não tinha mais volta, o jeito era
improvisar no inglês rs mas eu acho que nessa parte até que me dei bem.
O
avião me impressionou bastante, era muito grande, mas imaginei que fosse maior
rs Estava bem lotado também.
Achei
tudo muito interessante, cada poltrona tinha uma televisão particular na qual
você podia assistir ao filme que quisesse – sim, podia escolher a língua que
você desejava assistir ao filme. Nessa televisão tinha também joguinhos que
você podia jogar com pessoas do seu lado – Ganhei da Ju em um joguinho tosco lá
rs.
O
espaço entre as poltronas também não era muito ruim não, claro que não era uma
primeira classe, mas também não fiquei tão apertado assim.
Ahh,
sem contar que cada um ganhou um travesseirinho pequeno em uma mantinha para se
cobrir – Não preciso nem citar que a Ju roubou a minha mantinha no meio da
noite né??
Capitulo III – As refeições
Logo que decolamos as aerovelhas – sim, as chamo de aerovelhas pois de moça elas não tinham nada – nos entregaram uns pistaches que tinham cheiro de salgadinho pingo d’ouro, e que eram realmente muito gostosos. Ponto para companhia aérea, eles começaram bem, vamos ver o resto né.
Não muito tempo depois - acho que umas duas horas depois, mas nem sentimos essas horas, pois no avião até o tempo voava kkkkkkkkkk (Ok, estou ciente de que esse trocadinho foi ridículo) - veio uma aerovelha perguntando para todo mundo: “Chicken or pasta?” (Frango ou Macarrão?). Olhei para Ju, ela olhou para mim de volta, resolvemos cada um pedir um. Eu fiquei com o frango, que era composto por arroz e pedaços de frango cozido. Na bandeja também vinha uma saladinha – que fui obrigado a comer tudo – e uma Torta de limão de sobremesa.
A Ju acabou ficando com o macarrão, que era composto apenas por macarrão e molho vermelho. Na bandeja dela também vinha a saladinha e a torta de limão.
Hora de experimentar e definir o grau de satisfação:
Salada: Estava bem fresquinha, até que deu para comer de boas.
Frango: Eu achei bem gostoso, embora a Ju tenha dito que estava sem gosto.
Macarrão: Ainda bem q eu escolhi frango rs. A Ju experimentou o frango e o macarrão e ainda assim preferiu ficar com o macarrão. Mas eu não consegui comer aquele macarrão não, estava terrível.
Torta de Limão: Estava horrível, sem gosto nenhum. Senti muita saudade da torta da minha tia rsrs.
No meio da noite as aerovelhas passaram distribuindo sorvete e um copinho de agua que vieram muito a calhar, pois eu estava com a boca seca e bastante sede.
Por enquanto a comida mais gostosa tinha sido os pistaches que eles deram no começo do voo rsrs e olha q e não gosto de pistache!!
Eu estava bem assustado quando começaram a servir café da manha. Fiquei com bastante medo do que poderia vir rs E realmente o que veio me assustou bastante. Era um omelete retangular, que tinha gosto de qualquer coisa, menos de ovo. Junto do omelete tinha batata cortada em cubinhos, que também não tinha mto gosto de batata não. Veio junto também uma salada de frutas, que foi o que salvou o café da manha - embora eu tenha comido o meu omelete e a maior parte do omelete da ju – Sim, eu sofri as consequências disso mais tarde.
Capitulo IV – Tentando dormir
Como eu havia dito cada um tem sua própria televisão, permitindo que cada um escolhesse seu próprio filme. Eu acabei assistindo ao John Carter – Entre dois mundos, mas devido a minha capacidade de pegar no sono rápido, levei o voo inteiro para assistir a esse filme, pois eu cochilava o tempo todo rs.
Embora eu tenha essa facilidade em dormir, ter um sono gostoso no avião foi uma tarefa bem difícil, quase impossível eu diria, pois a cabeça fica caindo para os lados. Logo, fica a dica ai para quem fará uma viagem longa, vale muito a pena comprar aquelas almofadinhas que envolvem o pescoço, acredito que dessa forma o sono será mais tranquilo.
No final das contas, dormimos pouquíssimo, ainda mais que a diferença é de 4h para mais com relação ao Brasil, ou seja, amanheceu 4 horas mais cedo.
Capitulo V – Amsterdam
O pouso em Amsterdam foi bem tranquilo. Antes de descer ainda conseguimos tirar uma foto na cabine do piloto rs.
Saindo
da área de embarque, teríamos 1 hora e meia para pegar o próximo voo, e foi ai
que nossos problemas começaram.
O aeroporto de
Amsterdã é muito bonito. Tem uma porção de loja chique e com preços até que
chamativos. Logo, não poupamos esforços em ficar andando entre as lojas para ir
ver as coisas, o que fez com que perdêssemos a noção do tempo. Quando fomos
ver, faltavam apenas 15 minutos para o nosso voo para Dublin. Fomos bem rápido
em direção ao nosso portão de embarque, mas não contávamos que o aeroporto
fosse tão grande. Demoramos muito para chegar na área de embarque, e ai o
resultado disso não poderia ter sido diferente, PERDEMOS O AVIÃO para Dublin.
Depois
de ter levado uma leve bronca do guardinha do aeroporto, ele nos orientou a ir
procurar o balcão para fazer a transferência das nossas passagens, e ai que
começou a dor de cabeça...
Não
sei se foi porque eu estava meio chateado por ter perdido o vôo ou se é porque
a pronuncia dos Holandeses é bem complicada, mas comecei a ter dificuldades em
entender o que eles estavam falando, e isso começou a me deixar um pouco
estressado. Eu estava fora do meu país, com um mega problema em minhas mãos e
não conseguia entender o que estavam falando comigo. Se você acha que isso já é
o suficiente para você sentir vontade de voltar para casa, então espere só para
saber do resto.
Fomos
ao balcão do transfer e demos entrada em uma nova passagem e levamos mais uma
bronquinha da mulher que estava atendendo a gente - acho que o pessoal lá não
gosta mto de que percamos o voo - tivemos que pagar a quantia de 222 Euros para
emitir as duas novas passagens, e isso me ferrou um pouco, pois eu tinha apenas
260 euros em minha carteira, e não tinha pego ainda a senha do meu cartão.
Então
vamos refazer os cálculos: Longe de casa,
sem entender as pessoas e sem dinheiro.
Depois
de pegar novas passagens, resolvemos já ir direto para o portão de embarque e
ficar lá sentados bonitinhos esperando pela hora do nosso voo. Precisávamos
também ligar para a empresa que eu havia contratado para ir buscar a gente no
aeroporto e avisar que iriamos nos atrasar. Por sorte o meu chip da Tim
funcionava na Holanda - E aparentemente funciona em toda Europa - e isso
facilitou um pouco as coisas. Consegui entrar em contato com o motorista, e
depois de sofrer muito consegui entender que ele não iria poder buscar a gente
e que não teria nenhum outro motorista a nossa disposição. Ou seja, estávamos
por conta.
Longe de casa, sem
entender as pessoas, sem dinheiro e sem transporte para casa de familia.
Mesmo
assim não podíamos desanimar, aos poucos tentaríamos dar um jeito nisso tudo.
Para
embarcar para Dublin tive mais uma vez que tirar tudo do bolso, tirar o
notebook da mochila, jaqueta, moedas, cinto e o tênis. Depois disso foi
tranquio, conseguimos embarcar no voo para Dublin, mas já estávamos bem
esgotados, toda essa mudança de planos tinha acabado conosco.
Capitulo VI – Dublin
O
voo até a cidade de Dublin, na Irlanda, foi até que rápido, ainda mais que por
estarmos cansados, dormimos a maior parte do tempo.
Ao
desembarcar em Dublin teríamos que passar pela imigração, e dai ir poderíamos
pegar as malas. Por algum motivo o cara da imigração não foi muito com a minha
cara e ficou fazendo uma porção de perguntas para mim, e ainda por cima me
mandou encostar em um quadro para tirar uma foto de mim. Eu não estava nem
cinco minutos no país e já havia sido fichado rs.
Depois
de toda essa burocracia fomos pegar as malas, e adivinha só....
...
pois é, elas não estavam lá. NOSSA MALAS HAVIAM SIDO EXTRAVIADAS.
Longe de casa, sem
entender as pessoas, sem dinheiro, sem transporte para casa de família e sem as
nossas malas.
Sério
... eu sei que eu havia comentado com algumas pessoas que eu gostaria de passar
alguns perrengues fora do país, para talvez aprender a me virar melhor. Mas é
sério: Não precisava ser tanto perrengue assim, e nem tudo tão rápido assim.
Bom,
lá fomos nós tentar resolver o extravio de nossas malas.
Conversamos
no balcão da companhia aérea, preenchemos um formulário, descrevemos nossas
malas, demos três pulinhos, fizemos o sinal da cruz e aguardamos as orientações
da mulher, que foram: “Tem mais dois voos vindo de amsterdã para Dublin, pode
ser que a sua mala chegue em algum desses voos. Caso chegue, ela será enviada
para a sua residência em Dublin amanha (Sexta) por volta das 10 horas da
manha.”
Não
tínhamos muito que fazer, o jeito era apenas esperar. Tínhamos a opção de ir
embora – de taxi, pois já havíamos perdido o transfer, lembra?? – e tínhamos a
opção de talvez esperar pelo próximo voo e ver se nossas malas vieram nele.
Optamos pela segunda opção, pois no dia seguinte (sexta), pela manha, iriamos
para Londres e o voo seria as 6 da manha, ou seja, sairíamos da casa bem antes
de as malas POSSIVELMENTE chegarem.
Ficamos
um tempo sentados no aeroporto. Aproveitei para comprar alguma coisa para
comermos e o resultado disso não foi nada bom. Compramos um salgadinho, mas não
vimos o sabor: SAL & VINAGRE.
MÉÉÉÉÉÉUUUUUU
DÉÉÉÉÉÉÉÉUUUUUUZZZZZZ que troço horroroso.
Sério,
chega, eu não aguentava mais me ferrar fora do país hahaha para mim já tinha
dado a conta, ou as coisas começavam a dar certo ou eu iria dar um de louco e
sair chutando tudo rsrs
Podemos
dizer que não foi necessário eu sair chutando tudo, pois ao menos conseguimos
recuperar a senha do meu cartão e com isso já conseguimos sacar algum dinheiro.
Depois
de um pouco de estresse eu também consegui entrar na área de bagagens e ver se
nossa bagagem já havia chego no outro voo, mas infelizmente não havia chego,
realmente estávamos apenas com as bagagens de mão e nada mais.
Cansados
de toda essa correria, resolvemos pegar um taxi e ir para a casa de família. O
taxista era bem legal, tinha um inglês até que fácil de entender o que fez eu
me animar um pouco.
OBS: Não, o taxista não era Irlandês rs
Capitulo VII – Chegando na casa de família
A
nossa chegada na casa de família não poderia ter sido mais gratificante,
estávamos muito cansados e tudo o que mais queríamos era algo mais parecido com
um lar possível.
Não
sei se era porque estávamos atrasados, mas ao chegarmos, a dona da casa não foi
muito receptiva, ela já logo tratou de nos mostrar aonde era nosso quarto, como
funcionava o chuveiro e disse que em 30 minutos o jantar seria servido, virou
as costas e voltou para a cozinha.
Isso
não fez muita diferença para nós, pois o que realmente queríamos era uma boa de
uma cama para dormirmos, e isso a Ju tratou de achar rapidinho.
Não
pretendo entrar em detalhes com relação à casa de família, pois este post já
ficou extremamente enorme. E também porque eu pretendo fazer um outro post só
falando da casa.
Logo
mais escreverei sobre nossa aventura em Londres.
Um
beijo repleto de saudade a todos os amigos e familiares.
Fi
& Naju.
huaah Nada melhor que perder um vôo para quem quer aventura!
ResponderExcluirAeroovelhas foi TERRÍVEL!!!!
ResponderExcluirEstou no aguardo do capítulo VIII...
bjs cheios de saudades
Cara, está muito legal seu post. Tanto que comecei a ler no trem, tinha um único ponto de bateria, e vim lendo, desci do trem, peguei o metrô, desembarquei, vim trombando com um monte de gente mas não parei de ler, até que a bateria acabou e tive que esperar chegar no escritório para terminar, rs...
ResponderExcluirRi muito com aerovelhas, a princípio achei que fosse porque parecessem ovelhas, depois entendi que é de velhas (idade), rs...
Perder o vôo foi coisa de mestre heim. Eu ainda dei o conselho de irem andar pela cidade, mesmo não indo conseguiram essa proeza... huahuauhauhahu Antes tivessem ido. Queria a ver vcs dois sentados queitinhos na frente do portão para não perder de novo... huahuauhauhauh cena ilária
Cara, que bela refeição no avião heim, mas salgadinho de Sal com Vinagre?!?!? Que pessoa em sã consciência come um negócio desse?? Isso deve ser usado para acordar pessoas desmaiadas...
Espero que os demais dias na sua casa de família tenham sido mais calorosos que essa chegada, rs...
Tudo muito legal, parabéns pelas emoções!!
Abração!!